Perguntas Frequêntes

Tem dúvidas sobre exames e diagnósticos? Leia abaixo as principais perguntas de clientes, com os respectivos esclarecimentos.


Qual a validade de biópsias e peças cirúrgicas após a coleta?

As biópsias e peças cirúrgicas (fragmentos, órgãos) se conservam durante anos se mergulhadas em solução adequada de formol. Mas para o exame, o ideal é que a entrega do material no laboratório seja realizada em até uma semana depois da coleta. Caso o material seja mantido apenas em soro fisiológico, deve seguir imediatamente para o laboratório.


E quanto às coletas em lâminas, líquidos e captura híbrida?


Lâminas: para citologia, os preventivos e potes com lâmina devem ser fixados em álcool ou spray fixador próprio, o que lhes garante preservação por tempo indeterminado. Para a análise, contudo, deve-se entregar o material ao laboratório em até uma semana após a coleta.

Líquidos: para análise citológica o ideal é que sejam levados ao laboratório o mais rápido possível. Se estiverem com líquido fixador alcoólico adequado não necessitam cuidados especiais. Se não, devem ser mantidos na geladeira até a hora de serem enviados ao laboratório.

Captura híbrida: o material pode ser armazenado por até duas semanas após a coleta, no frasco específico que contém a solução fixadora adequada e mantido a uma temperatura entre 2º e 50º Celsius.


Como conservar o material para análise?

Se o material estiver com fixador, tome cuidado apenas para não entorná-lo. Sem fixador, deve ser mantido na geladeira e entregue ao laboratório o mais breve possível.


O que deve ser guardado em geladeira?

Todo material para análise conservado sem fixador.


Qual a utilidade da imuno-histoquímica e do HER2?

A imuno-histoquímica é uma reação feita em amostra de tecido em análise (proveniente de histopatológico de biópsia ou peça cirúrgica) de muita utilidade na oncologia para determinar o prognóstico de vários tipos de neoplasia. A técnica também auxilia na classificação específica de alguns tipos de câncer, além de distinguir entre os seus vários tipos e determinar se tumores são benignos ou malignos, facilitando a orientação do tratamento. A imuno-histoquímica é utilizada ainda para identificar agentes infecciosos, principalmente os virais.

Já o teste padronizado para a pesquisa de HER2 utiliza também a metodologia da imuno-histoquímica em amostras do tecido tumoral e empregado para descobrir se o portador de câncer de mama será beneficiado pelo tratamento específico com a droga Herceptin®.


Quais as validades da lâmina e do bloco de parafina?

Ambos têm validade indeterminada. A lâmina tem que ser bem acondicionada para não quebrar e mantida longe da exposição solar. O bloco de parafina precisa evitar o calor excessivo.


O que é super expressão da proteína HER2?

Quando células tumorais produzem uma proteína específica em maior quantidade, isto é a chamada super expressão. A super expressão da proteína HER2 está relacionada ao rápido crescimento das células cancerígenas, podendo conduzir à metástase para outras regiões do corpo. A pesquisa da super expressão da proteína HER2 pelo uso do anticorpo específico tem sua importância por poder descobrir, pela análise de amostra do tecido tumoral, se as células tumorais produzem uma quantidade aumentada da protéina HER2.


É verdade que de 25% a 30% de todos os cânceres de mama apresentam a super expressão da HER2?

Os dados sugerem que este tipo de câncer de mama pode ser mais agressivo, espalhando-se para outras partes do corpo mais rapidamente do que os que não super expressam HER2.


O que é biópsia per-operatória (congelação)?

É o exame feito por patologista, no centro cirúrgico, atendendo a um paciente de forma exclusiva. Serve para orientar o cirurgião quanto ao diagnóstico, extensão da doença e necessidade ou não de ampliar a ressecção cirúrgica, realizando procedimentos mais amplos. Realizado por uma técnica de congelamento da amostra (daí o seu nome de congelação) para uma resposta rápida ao cirurgião, tem limitações e nem sempre é possível um diagnóstico definitivo ou uma classificação precisa da doença. A biópsia peroperatória sempre requer um estudo posterior, em laboratório, com a mesma técnica dos demais exames histopatológicos.