Avanços Tecnológicos

Patologia molecular, uma nova fronteira diagnóstica

Roberto Alfonso Arcuri *

Com a implantação do sistema de Captura Híbrida® (Digene®, Qiagen®), O Aleph alcançou uma nova fronteira de diagnóstico. A detecção do genoma do vírus HPV, através de técnicas de biologia molecular, não somente coloca O Aleph num novo patamar técnico, como deu início ao desenvolvimento do novo paradigma da patologia: a patologia molecular.

O sistema de Captura Híbrida® identifica no DNA (ácido desoxirribonucleico) do núcleo de células de pacientes a presença ou não do DNA viral e, inclusive, determina se o vírus presente pertence a grupos de alto ou baixo risco para desenvolver o câncer. Confirma, deste modo, que as alterações citomorfológicas identificadas nas técnicas de rotina cito ou histopatológicas são efetivamente oriundas da ação viral, o que permite ao médico tomar decisões mais precisas.

Usado principalmente em lesões de colo uterino, a pesquisa viral se estendeu hoje a outras localizações, tais como uretra feminina ou masculina, pênis, lesões de boca, laringe e lesões anais, todas vinculadas à ação viral.

Desenvolvida em um novo ambiente técnico, adequado a todas as normas requeridas pela Vigilância Sanitária e pela qualidade, a Captura Híbrida® redesenha o perfil do Aleph. A Patologia Molecular, o que há mais novo nas técnicas de diagnóstico, se junta à já conhecida qualidade em técnicas de rotina histo, citopatológicas e imuno-histoquímicas, dando um novo rumo ao Aleph – que tem como princípio o empreendedorismo e a busca da excelência no diagnóstico.

Os novos passos da patologia molecular

Após a implantação da Captura Híbrida®, O Aleph tem planejado adotar novas tecnologias diagnósticas no âmbito da Patologia Molecular. A mais imediata será a utilização do FISH (hibridização in situ fluorescente, na sigla em inglês) para o diagnóstico de alterações cromossômicas. Vale lembrar que os cromossomos são o DNA compactado no núcleo celular. O estudo do genoma humano tem fornecido preciosas evidências que caracterizam com precisão muitas doenças. O estudo de translocações (que são intercâmbios anômalos de pedaços de DNA entre cromossomos específicos), deleções (mutação caracterizada pela remoção de um segmento de um cromossomo) ou outras alterações gênicas, permite classificar corretamente uma patologia.

Por exemplo: o linfoma do manto é um linfoma de baixo grau, infrequente, que apresenta características diferentes de outros linfomas de baixo grau. Antes do iniciar um tratamento agressivo, é necessário um diagnóstico de certeza. Os estudos imuno-histoquímicos, com o uso de anticorpos, identificam dados fortemente sugestivos deste linfoma, principalmente pela positividade do CD5 e a negatividade do CD23. Porém, utilizando o FISH se reconhece a presença da translocação t(11;14),(o que significa que uma parte do cromossomo 11 passou ao cromossomo 14), dado que confirma 70% dos linfomas do manto.

A seguir do FISH, O Aleph pretende iniciar os estudos através da PCR ou Reacção em Cadeia da Polimerase (em inglês Polymerase Chain Reaction). Este método é um dos mais complexos e sofisticados da patologia molecular e consiste na amplificação ou criação de múltiplas cópias do DNA problema. A PCR exibe uma alta precisão diagnóstica e inegável eficácia e permite o sequenciamento de genes e o diagnóstico de diversas doenças.

* Roberto Alfonso Arcuri, patologista e sócio-fundador do laboratório O Aleph Patologia Cirúrgica, Citopatologia e Imunopatologia.